Secretaria de Saúde do Maranhão investiga novo caso suspeito de varíola dos macacos em São Luís.

Este é o segundo caso suspeito da doença em São Luís; o primeiro já foi descartado.


SÃO LUÍS – A Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES) informou, nesta sexta-feira (10), que recebeu do Centro de Informações Estratégica de Vigilância em Saúde de São Luís (Cievs) a notificação de um novo caso suspeito de varíola dos macacos (monkeypox), na capital maranhense.

Caso é acompanhado pela SES. (Foto: Divulgação/SES)

Segundo a SES, o caso suspeito é de homem, de 30 anos, residente em São Luís, que deu entrada no dia 8 de junho em uma unidade da rede pública municipal, sem histórico de viagem. De acordo com a SES, o paciente apresenta sintomas de febre, calafrio, dor de cabeça, ardor nos olhos, dor nas costas e lesões por todo o corpo com coceira. O paciente está internado e estável.

Ao Imirante.com, a Vigilância Epidemiológica Municipal afirmou que já notificou o Ministério da Saúde da suspeita. Foram colhidas amostras do paciente e encaminhadas para análise. 

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) informou que o paciente foi transferido para o Hospital Universitário (HUUFMA), onde seguirá internado, em isolamento, aguardando o resultado dos exames.

O Centro de Informações Estratégica de Vigilância em Saúde do Maranhão (Cievs-MA) e Cievs São Luís seguem com a investigação epidemiológica. O Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão (Lacen-MA) iniciou a análise das amostras do paciente. 

Sintomas

Os sintomas iniciais da varíola dos macacos incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfonodos inchados (íngua), calafrios e exaustão. Lesões na pele se desenvolvem primeiramente no rosto e depois se espalham para outras partes do corpo, incluindo os genitais. As lesões na pele parecem as da catapora até formarem uma crosta, que depois cai.

De acordo com o Instituto Butantan, a varíola dos macacos pode ser transmitida pelo contato com gotículas exaladas por alguém infectado (humano ou animal), pelo contato com as lesões na pele causadas pela doença ou por materiais contaminados, como roupas e lençóis. O período de incubação da varíola dos macacos é geralmente de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias. Por isso, pessoas infectadas precisam ficar isoladas e em observação por 21 dias.

Outro caso já descartado em São Luís

No último dia 2 de junho, a Semus descartou a suspeita de uma possível infecção pela varíola dos macacos em São Luís em uma criança de cinco anos. O resultado negativo para a doença veio após avaliação de diagnóstico do Ministério da Saúde, por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs).

Primeiro caso no Brasil

Foi confirmado, nessa quarta-feira (8), o primeiro caso de varíola dos macacos no Brasil, em São Paulo. O paciente, tem 41 anos, viajou para a Espanha e está em isolamento no Hospital Emílio Ribas, na Zona Oeste da capital paulista.

Transmissão e prevenção

No geral, a varíola dos macacos pode ser transmitida pelo contato com gotículas exaladas por alguém infectado (humano ou animal) ou pelo contato com as lesões na pele causadas pela doença ou por materiais contaminados, como roupas e lençóis, informa o Butantan. Uma medida para evitar a exposição ao vírus é a higienização das mãos com água e sabão ou álcool gel. Do Imirante

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