Polícia Federal deflagra “operação BÚSSOLA” e prende advogados no Piauí e no Maranhão, Presidente Dutra teve envolvidos.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (09), a “Operação Bússola”, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada na concessão fraudulenta de benefícios de aposentadoria por idade rural, mediante a falsificação e o uso de documentos públicos.

Estão sendo cumpridos 96 mandados judiciais, sendo 16 mandados de prisão preventiva, 23 mandados de prisão temporária e 57 mandados de busca e apreensão em Teresina/PI, Luzilândia/PI, Demerval Lobão/PI, Santo Antônio dos Milagres/PI, Timon/MA, Caxias/MA, Presidente Dutra/MA, Parnarama/MA, Codó/MA, Anapurus/MA e São João do Sóter/MA, todos expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Federal de Teresina.

Conforme a Polícia Federal, entre os investigados com prisão decretada estão oito servidores do INSS, 17 advogados e 14 intermediários dos estados do Piauí e Maranhão. A Justiça Federal determinou o bloqueio das contas dos presos e a suspensão do exercício da função pública para os servidores do INSS.

Os presos serão interrogados por delegados de Polícia Federal na Superintendência da Polícia Federal em Teresina e, posteriormente, serão encaminhados para um dos presídios da Capital, onde ficarão custodiados à disposição da Justiça.

Presos

O delegado Jucimar Sobral comentou que dois advogados não foram localizados durante o cumprimento dos mandados. Segundo ele, todos os intermediários são maranhenses. “Os advogados são do Piauí e do Maranhão. São 11 advogados do Piauí e seis do Maranhão. Intermediários são 14, mas não sei quantos do Piauí e Maranhão. Tem dois advogados que a gente ainda não localizou, mas eles entraram em contato com a gente e disseram que vão se apresentar, um hoje à tarde e outro amanhã. A maioria dos advogados são de Teresina. Os do Maranhão são do interior e os do Piauí, são da capital”, pontuou.

Mandados de prisão preventiva

“Tem uma parte com mandado de prisão preventiva e uma parte temporária. Aqueles advogados que causaram um prejuízo maior, que tiveram uma concessão maior de benefícios ou que trabalharam com benefícios fictícios, com pessoas fictícias, que são cinco. Dos 17, cinco mexeram com criação de pessoas fictícias. Então esses nós pedimos a prisão preventiva, mas os outros são temporárias”, afirmou.

Intermediários do Maranhão falsificavam documentos

“Tem um grupo de intermediários que falsificava. Inclusive durante buscas nas casas deles, no Maranhão, a gente já conseguiu identificar muito material e documentação falsa. Eles que produziam, eles pegam um RG comum, escaneia e vai mudando. Depois tira uma cópia e o servidor não vai desconfiar de nada. Em alguns casos a falsificação é bem grosseira. Em um caso o próprio servidor, por meio de monitoramento telefônico, reclamou da má qualidade da falsificação. Ele dizendo para o intermediário para ele melhorar a qualidade da falsificação, pois todos os documentos de todos os beneficiários estão iguais, muda só o nome. Então deixa bem claro que ele sabia da documentação falsa”, relatou.

Crimes

“Vão responder por estelionato falsificado, documento falso, falsidade material, falsidade ideológica, associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e integração de organização criminosa”, finalizou.

A Operação Bússola decorre de investigação desenvolvida no âmbito da Força Tarefa Previdenciária e Trabalhista no Estado do Piauí, integrada pela Polícia Federal e pela Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista da Secretaria Executiva do Ministério do Trabalho e Previdência.

Do GP1

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